Wilson
Freitas
TIMÓTEO –
A esperança se renova na Pista de Atletismo Juvenal dos
Santos, na Usipa, em Ipatinga, e no Centro de Treinamento do Projeto
Ajudôu, em Timóteo, para 18 alunos deficientes visuais
e auditivos do Centro de Referência em Educação
Inclusiva Ativa (Creia). Além das oficinas especializadas
e do atendimento multiprofissional, eles participam de aulas de
atletismo e judô, que contribuem para o desenvolvimento
físico, psicológico e social.
“Hoje
sou feliz, antes não era”, declara Sara da Silva,
de 30 anos, garantindo que evoluiu muito física e emocionalmente.
Ela lembra que não tinha coragem de andar, sair de casa
sozinha. “Tinha medo de pisar. Hoje corro, ando livre, melhorou
minha postura corporal, meu sentido de direção e
minha mente”, afirma Sara.
A fama de
“bicho do mato” caiu por terra após a inserção
nas atividades. Sara hoje fala “demais”, faz parte
do Coral do Creia e canta em eventos. A equipe de atletismo PPD
(Pessoa Portadora de Deficiência) de Timóteo participou
pela primeira vez do Jimi (Jogos do Interior de Minas) no ano
passado. Sara conquistou a medalha de ouro no salto em distância
Feminino Visual B1, com a marca de 3,08 metros, e obteve o segundo
lugar nos 100 metros rasos, com a marca 21s70.
Dentro do
esporte PPD, oito alunos participam das aulas do Projeto Ajudôu,
que busca oferecer a modalidade como complemento educacional para
jovens de baixa renda. A prática do judô contribui
para a formação física e de cidadania dos
alunos, estimulando o desenvolvimento físico, a disciplina,
respeito às regras e noções de cidadania.